Política — 10 junho 2013

Uma das questões domésticas mais evidentes da era Kennedy foi o final turbulento da prática de discriminação racial tolerado ou autorizado pelas autoridades estaduais – Coincidência ou não, Lincoln e Kennedy lutaram pelos mesmos objetivos, e morreram pela intolerância dos  mesmos imbecis.   

Por/J.Coutinho  

Kennedy discursa sobre os Direitos Civis

Em 1954, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que a segregação racial nas escolas públicas era inconstitucional.

No entanto, muitas escolas, especialmente aquelas dos estados do sul, não obedeceram a decisão da Corte. A segregação nos ônibus, restaurantes, teatros, cinemas, banheiros e outros espaços públicos também continuou. Kennedy apoiando a integração racial e dos direitos civis durante sua campanha presidencial de 1960 e chegou a telefonar para Coretta Scott King, esposa do reverendo preso Martin Luther King Jr., o que talvez tenha atraído o apoio de eleitores negros para a sua candidatura. A intervenção de John e Robert Kennedy ajudou na liberação do reverendo

Em 1962, um estudante negro chamado James Meredith tentou se matricular na Universidade do Mississippi, mas violentos protestos de estudantes brancos fizeram com que ele fosse impedido, com a tolerância do governador do Estado. Kennedy respondeu enviando 400 soldados da Guarda Nacional e 3 000 agentes federais para garantir que Meredith pudesse se inscrever.

ESTUDANTES NEGROS ESCOLTADOS POR SOLDADOS EM ESCOLA

Em 11 de junho do mesmo ano, o presidente Kennedy interveio quando o governador do Alabama, George Wallace, bloqueou a porta da Universidade do Alabama para impedir que dois alunos afro-americanos se inscrevessem, sendo eles Vivian Malone e James Hood. Wallace simplesmente desistiu e afastou-se quando foi intimado por policiais federais.

Naquela noite, Kennedy deu o seu famoso discurso dos direitos civis no rádio e na televisão. Em seu discurso exortou o Congresso a legislar sobre o assunto a sério e, assim, atingir os objetivos propostos por Abraham Lincoln, 100 anos antes. Esta proposta se tornou a Lei dos Direitos Civis de 1964.

Durante os meses de verão de 1964, férias escolares nos Estados Unidos, um grupo de mais de cem estudantes voluntários pelos direitos civis do norte do país, brancos e negros, dirigiram-se ao sul para iniciar uma campanha pelo direito de voto negro e para a formação de um partido pela liberdade do Mississippi.

Dallas TX. 22 novembro 1963

Três deles acabaram assassinados pela Ku Klux Klan em conluio com autoridades policiais da cidade de Filadelfia, Missisipi e seus corpos, perfurados a tiros, encontrados após mais de um mês de diligências do FBI, enviado ao local pelo Presidente Lyndon Johnson para assumir as investigações. Acompanhado diariamente pela imprensa em rede nacional de televisão e pelos mais influentes jornais do país, a indignação que o caso provocou na opinião pública americana ajudou o Presidente Johnson a aprovar junto ao Congresso a Lei dos Direitos Civis, em 2 de julho de 1964. (este caso foi contado no filme de sucesso mundial “Mississippi em Chamas”, de Alan Parker) 1964 – Prêmio Nobel

Após a morte trágica do Pres. John F.Kennedy, em 22 de novembro de 1963…

Finalmente o Pres. Lyndon Johnson assina a “Lei dos Direitos” Civis em 2 de julho de 1964.

Mesmo havendo um resquício de racismo aqui no Brasil, durante a II Guerra , na Itália, o Exercito Brasileiro mostrou ao mundo, e foi observado bem de perto pelo Exercito norte-americano, uma de suas marcas;

veja nesse relato a seguir:

“Exército da FEB”;uma de suas marcas era não segregar racialmente seus soldados, o que não significava a ausência de racismo individual. “A irrestrita camaradagem entre brasileiros de diversas etnias chamou a atenção de correspondentes dos jornais norte-americanos que eram ligados aos movimentos dos direitos civis.

I have a dream…

Havia nos EUA a chamada campanha do double V, que era a vitória no front da guerra e no dos direitos civis em casa. Já que soldados negros estavam arriscando suas vidas em combates, a campanha pregava ser inadmissível que eles não desfrutassem de direitos de cidadania em seu país”, observa César. Um jornalista americano, fascinado ao avistar


o Presidente Lyndon Johnson assina a Lei dos Direitos Civis em 2 de julho de 1964.

brasileiros, brancos e negros, juntos num café, pediu a um grupo de pracinhas que definisse o seu Exército. “Só existe um Exército brasileiro e ele é composto de brasileiros”, foi a resposta. Num encontro entre soldados brasileiros e americanos, os últimos perguntaram aos febianos se os “negri brasiliani sono buoni”. O brasileiro respondeu que eram todos excelentes companheiros, ao que os americanos retrucaram: “Negri americani non buoni”. “Nada chocou mais os soldados brasileiros do que essas mostras de racismo. É certo que as notícias sobre a FEB revigoraram o questionamento do sistema de segregação da sociedade norte-americana e deram um impulso adicional ao movimento negro dos EUA”

Edit./J.Coutinho

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