Artes Slideshow — 11 agosto 2013

“O Foguetão duplo”

Na China tudo tem sentido, já que todos pensariam em duplo sentido; é melhor assim, que o sentido fique duplo.

As autoridades chinesas proibiram os operários que trabalham na construção do prédio que será sede do jornal “People’s Daily” em Pequim, na China, de fazerem piadas pejorativas com o edifício, que apresenta uma semelhança infeliz com o órgão copulador masculino gigante.

(Por/Yi Chan)

Dizem que apresenta uma semelhança infeliz; quem é que acha essa arquitetura infeliz, tem o seus motivos. Quem fez o projeto dessa obra, foi corajoso(a); projeto desse tipo, deve dar orgulho à quem teve a coragem de mostrar que há varias maneiras de agradecer ao criador pela obra-prima da natureza humana.

Quem não é Expert em geometria sabe que não é de fácil execução tantas curvas:

O Grego Menaecmus, por volta de 350 a.C., discípulo e sucessor do matemático Eudoxo na direção da Escola de Cizico (Ásia Menor), atribui-se a invenção das curvas elipse, parábola e hipérbole, por ele construídas mecanicamente e utilizadas na resolução do clássico problema da duplicação do cubo (problema de Delos).

Mas foi Apolônio (III séc. a.C.) quem extraiu essas curvas de uma

 

superfície cônica, mediante seções planas. Daí a

denominação comum de seções cônicas. Os nomes elipse, parábola e hipérbole foram mesmo usados por Apolônio, que os tirou de uma terminologia pitagórica (VI séc. a.C.) específica para áreas.

Assim, quando os pitagóricos faziam a base de um retângulo ficar sobre um segmento retilíneo de modo que uma extremidade dessa base coincidisse com uma das extremidades do segmento, diziam que tinham um caso de elipse, parábola ou hipérbole, conforme a referida base fosse menor do que o segmento. (http://portal.mec.gov.br)

 

O arquiteto Oscar Niemeyer, com toda sua técnica em raios e curvas jamais iria pensar  em perder tempo para  fazer uma obra-prima dessa; ele gostava de curvas, muitas curvas, bem femininas, se possível bem brasileiras.

“O Foguetão” será sede do jornal “People’s Daily” em Pequim, na China, um jornal de renome mas, tendencioso. São assim os órgãos de imprensa na China, esperemos para ver o que deve acontecer quando a obra estiver concluída.

Quando pessoas de negócios, jovens, estudantes, namorados  marcarem encontros no endereço do edifício, deve ser mais ou menos assim:

- Por volta das oito encontro você, lá no Foguetão.                                                                                                                                                   – Vou almoçar com minhas amigas lá atras do Big Falo.                                                                                                                                           – À noite você pode me esperar na frente do Pimpolão?

Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho

Não se sabe se haverá concurso para escolha de um nome para o edifício. Como na China só acontece o que é “Oficial” esperamos que também dessa vez  não deixem ao gosto do povão, porque ao contrario  do que se pensa, eles não são nada bobos, nem puritanos como imaginam alguns ocidentais.

O primeiro nome deve ser  ”Presente para o povo

O chinês moderno, com uma boa conta em Xangai, Hong Kong, ou menso  em Wall Street, não cultiva nada de oriental, sua imaginação vai muito além dos ocidentais,  se ele tiver chance, mantêm duas, três ou mais amantes; prática condenável pelo governo central, mas só haverá punição quando secar a fonte do infrator (de: Yuan, Dollar ou de Libra).

A China mantem um regime que sufoca o povo; quis construir um  edifício com estilo deste, super ditatorial;  já não basta o regime capitalista/comunista que sufoca o povo? Agora eles vêm com a “Dita Dura”, desse modelo de construção e o povo tem de aguentar?

O dramaturgo  francês Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, que nasceu em Paris em 15/01/1622, com sua obra Tartufo foi acusado de imoral, libertino e diabólico pela burguesia e pelas Igrejas francesas incomodadas com as críticas de seus personagens que seriam semelhantes a alguns fatos verídicos.

A Igreja achou que Molière, por sua imoralidade deveria ser queimado vivo.

Para não irritar o Clero, Molière improvisava, com gestos e tom da voz, o que tornava aquilo que parecia inofensivo muito mais contundente e engraçadíssimo, dessa maneira, burlava o Clero.

Será que depois dessa Obra-prima algum puritano, ortodoxo-conservador vai protocolar um pedido de pena de morte para o presidente da China?

Yi Chan

 

 

 

 

 

 

Yi Chan 

 

 

 

Yi Chan

 

 

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