Educação Slideshow — 19 outubro 2013
“Nada neste mundo é grande ou pequeno, exceto por comparação”

Aristóteles e Platão

Aristóteles nasceu numa cidade grega de nome Stagira, cidade colonial próxima da fronteira da Macedônia. Seu pai era médico e há indicação de que Aristóteles estudou medicina com ele e praticou-a quando foi à Atenas pela primeira vez.

Ele entrou na academia de Atenas quando tinha dezessete anos, e Platão, seu mestre, nessa época sessenta e um, e tinha acabado de entrar na política de Siracusa. Muito pouco se sabe da vida que Aristóteles levou na Academia. Todavia dizem que ele escreveu numerosos diálogos, os quais eram famosos pela lucidez e fluência de estilo, e que Platão chamou-o                             “o intelectual da escola”.

Há pouca evidência de alguma séria discórdia entre mestre e estudante estes anos, e na morte de Platão, Aristóteles escreveu uma elegia  (composição poética consagrada ao luto e tristeza) elogiando-o , chamando-o de o primeiro dos mortais que revelou pela sua própria vida e pelos seus próprios métodos que ” ser feliz é bom”.

Aristóteles

Aristóteles casou com a filha adotiva de um homem chamado Hermias, conhecido como o tirano ou soberano de uma cidade chamada Assus, onde ele fundou algo semelhante a uma Academia Colonial.

Hermias foi seu dissimulo e eles se tornaram amigos íntimos.  quando Hermias morreu, Aristóteles escreveu uma elegia a ele, a qual causou-lhe sérias dificuldades no futuro.

Aos quarenta e dois anos  de idade Aristóteles voltou para Macedônia para ser tutor de Alexandre, e o foi durante sete anos. Quando Felipe da Macedônia foi para guerra e Alexandre dirigiu os negócios políticos como regente, Aristóteles voltou para Atenas onde fundou o Liceu, que mais tarde tornou-se conhecido como a “Escola Peripatética” , assim conhecida porque ele gostava de ensinar caminhado com seus discípulos.

Ele costumava dizer que caminhar ajuda a ampliar a mente e imaginação. Ele considerava a solidão necessária em algumas ocasiões, porque é uma boa oportunidade par nos deleitarmos com nossos pensamentos, e a prudência a base de todas as virtudes. Ele devotava as manhãs às partes mais difíceis da filosofia. De tarde, ele ensinava retórica, a arte e falar bem e dialética, a arte de raciocinar.

Na opinião dele, ensinar e aprender era a coisa mais exitante e importante do mundo, porque uma mente forte não teme nada. Um dos seus princípios dialéticos era: “nada neste mundo é grande ou pequeno, exceto por comparação”.

Poucos anos mais tarde, antes de morrer, ele foi acusado de impiedade, por ter escrito aquela elegia à Hermes, “o tirano”.

Recordando o destino de Sócrates, seu amigo  e discípulo, aquele que preferiu morrer a trair a si próprio, ele fugiu para a propriedade de sua mãe em Chalcis, declarando: “Eu não permitirei os atenienses ofenderem a filosofia pela segunda vez”.

Seria muito mais fácil dizer o que Aristóteles não foi, do que o que ele foi, porque ele foi brilhantemente ativo em todo campo da inteligência e assimilou todos os conhecimentos do seu tempo. É por isso que o chamaram “o filósofo”.

É difícil conceber como pode existir um cérebro como o de Aristóteles, capaz de aprender o significado de tantos assuntos. Ele tinha um forte desejo de entender e explicar tudo relacionado ao corpo e a mente, ao tempo e a eternidade, a este mundo e ao próximo, à todos assuntos possíveis e impossíveis. Pode-se dizer que ele sabia tudo, desde história natural, particularmente biologia marinha à astronomia.

Como não podia ser de outra forma, ele tinha seu próprio conceito sobre felicidade, porque felicidade é um assunto de interesse universal, uma vez que todos desejam ser felizes.

Para Aristóteles, felicidade deve ser uma soma de todas coisa boas, e ninguém deve chamar-se completamente feliz, se algo essencial ao seu bem estar permanece além do seu alcance.

É por isso que para ele, felicidade é algo final e auto-suficiente  e consequentemente o fim de uma ação.

Aquele que tem suficiência e integração, não sente falta de nada. O auto-suficiente pode ser definido como aquele que mesmo isolado acha a vida desejável e não sente falta de nada. Ele conclui dizendo que felicidade é uma qualidade moral, uma atividade da alma envolvendo todas as virtudes e tudo de uma vida e precisamente por causa disto é difícil alcança-la e somente os homens virtuosos podem ter esperanças de consegui-la.

(Por/J.Coutinho)

-Trechos literários

 

(Por/J.Coutinho)

 

 

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