Justiça Polícia — 24 março 2013

O Batalhão de Choque invadiu por volta do meio-dia desta sexta-feira, 22 de março o “Museu do Índio”, que vinha sendo ocupado por 22 indígenas. No mesmo momento, manifestantes fecharam a Radial Oeste. A polícia tentou dispersar o grupo com bombas de efeito moral e gás de pimenta, porque ninguém quis sair pacificamente.

O defensor público da União, Daniel Macedo, que vinha negociando a saída pacífica dos índios, se emocionou. Ele disse que vai ajuizar ação por abuso de autoridade contra quem autorizou a entrada da polícia.

“A ação é arbitrária. Não precisava, as crianças já tinham sido retiradas, e tinha apenas um pequeno grupo lá dentro, quando o choque entrou”, disse o deputado estadual Marcelo Freixo.

Se as crianças já tinham sido retiradas, então  foi feito a coisa certa, (J.Coutinho)

vajam o manifesto:

MANIFESTO DE OCUPAÇÃO PACÍFICA E CULTURAL DA ALDEIA MARACANÃ NA FUNAI – MUSEU DO ÍNDIO DE BOTAFOGO
Hoje, dia 23 de março de 2013 – sábado, por volta das 15 horas, os indígenas da Aldeia Maracanã ocuparam, pacífica e culturalmente, as dependências da FUNAI – Fundação Nacional do Índio, Museu do Índio de Botafogo – Rua das Palmeiras, número 55, no Rio de Janeiro.
A ocupação se dá em repúdio à ação articulada e coordenada em que se viu o poder econômico com empresários, gestores públicos, juízes, serventuários de justiça e as forças de segurança estaduais, que tiveram o claro propósito de expropriar o território indígena e causar danos culturais, materiais e imateriais ao segmento mais vulnerável da sociedade nacional – O ÍNDIO.
A expropriação do imóvel do antigo Museu do Índio no Maracanã, ocorreu de forma truculenta, desrespeitosa, humilhante e ilegal, sem a defesa, apoio e atuação do Governo Federal através da FUNAI – Fundação Nacional do Índio, AGU – Advocacia Geral da União e o MPF – Ministério Público Federal.
Convocamos a população a visitar o museu e participar das atividades culturais dos indígenas ocupantes, através da vivência e do aprendizado de sua cultura – cantos, danças, pinturas, celebração da ancestralidade e contação de histórias, nos moldes do que já era realizado na Aldeia Maracanã.
Agradecemos o apoio de todos os segmentos da sociedade solidários à nossa causa.
REIVINDICAÇÃO: Que o Governo Federal nos devolva o espaço da Aldeia Maracanã, para darmos continuidade às atividades culturais indígenas.
 Aldeia Maracanã Resiste.
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Perguntas: O país não pode progredir?  Não basta as terras desapropriadas por todo Brasil ?

Navegar é preciso

 

Vou comentar só um pouquinho; antigamente se dizia: Há muitos caciques pra poucos índios; agora digo; quantas amazônias serão preciso pra tantos políticos?  Já encheram os picuas com esse negócio de distribuir terras pra quem não trabalha; e as terras de minha família, eu também sou parente de Tibicuera, ele já estava aqui quando eu  cheguei  no dia 22 de Abril de 1 500, e nossas famílias se misturaram, não foi fácil a travessia do oceano, foram muito mais tempestades e calmarias do que o bom vento que nos trouxeram até aqui Pindorama;  Barcos de verdade não navegam por acaso, navegar é preciso.

disse. J.Coutinho mais de 500 anos de Brasil. 

Edit./Jcoutinho

Edit./J.Coutinho

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