Forças Armadas Política — 06 junho 2013

Em 06 de Junho de 1944,  também conhecido como “O dia D”  foi juntado o maior contingentemente militar, minuciosamente preparado para cumprir um único objetivo:” Tirar o Lobo da Toca”

     A Invasão da Normandia “O Dia D”

Uma vanguarda de 175 mil soldados anglo-saxões “Norte americanos; Canadense e,Ingleses” desembarcaram destemidamente nas praias da Normandia

O dia 6 de junho de 1944 é uma das datas mais importantes da Segunda Guerra Mundial. Uma vanguarda de 175 mil soldados anglo-saxões “Norte americanos; Canadense e,Ingleses” desembarcaram destemidamente nas praias da Normandia para libertar a França da ocupação nazistas.” Tirar o Lobo da Toca”

Devido ao volume impressionante de navios de guerra, embarcações de transporte de tropas e aviões, o Dia-D, com certeza  foi a maior invasão aéreo-naval jamais vista em toda a historia da guerras modernas.

 

Lanchão de desembarque perto da praia (6/06/1944)
“OK, nós vamos”
Gen. D. Eisenhower, na véspera do “Dia-D”  5 de junho de 1944).

A palavra final foi dada pelo oficial meteorologista James Stagg. Apesar do mau tempo predominante naqueles começos de junho de 1944, carregado de nuvens e chuvas intermitentes, haveria uma pausa no dia 6, assegurou ele ao general Eisenhower. Sofrendo os dissabores dos enjôos do mar, as tropas já estavam nos porões das 3.000 embarcações (nas costas da Inglaterra), que balançavam conforme as ondas.

A invasão do continente europeu, a maior da história, batizada como Operação Overlord, tinha sidominuciosamente preparada pelo alto comando aliado. Era parte de um poderoso escudo, composto pelos exércitos anglo-americanos e soviéticos (que deslocavam-se do leste), e que, se fechava sobre a Europa ocupada pelos nazistas. O supremo comandante aliado, o gen. Dwight Eisenhower, e o comandante das operações, marechal Montgomery, dispunham de 2 milhões de soldados prontos para tudo tendo à disposição o que havia de melhor no material de guerra .

Gen. Montgomery

Dia “D”

O objetivo do assalto, segundo o general Eisenhower, “era a ambição de que forças terrestres e aerotransportadas ocupassem a costa entre Le Havre até a península de Cotentin (ambos na Normandia francesa), e, a partir do sucesso em formar cabeças-de-praia com portos adequados, dirigir-se ao longo das linha do rio Loire e do Sena diretamente para o coração da França para destruir o poder alemão e libertar a França.”

Naquela madrugada do dia 6, a vanguarda composta por 175 mil soldados, organizados em dois grandes exércitos (o US 1st Army sob comando do general Omar Bradley, e o GB 2st Army liderado pelo general Miles Demsey), levados por navios transportes, atravessaram o Canal Inglês ( Canal da Mancha) para desembarcarem de surpresa no litoral francês.

 

O general Rommel supervisionando as defesas

Desde 1942, Hitler, com 65% das suas divisões de combate lutando no oriente contra os soviéticos, decidira proteger o fronte ocidental erguendo uma série de casamatas no litoral do Atlântico: a Muralha do Atlântico. Cobriria a costa da Noruega até o norte da Espanha. Pronta, a Atlantic Wall lembraria um colar de cimento e ferro com bunkers construídos a cada 300 metros, aparelhados com canhões navais de 152 mm. capazes de expulsar ou manter a distância qualquer barco mais ousado.

Ainda 58 divisões participavam da guarda, sendo que 10 delas eram divisões Panzer. Caso o inimigo ultrapassasse a primeira linha fortificada, era o plano do general Erwin Rommel, os tanques seriam deslocados rapidamente fazê-los retornar à praia. Para o OKW, o alto comando alemão, a dúvida era saber por onde exatamente os aliados fariam o seu desembarque. Hitler acertou no alvo. Ao contrário do que sustentava o marechal von Rundstedt, de que os invasores viriam pelo estreito de Calais, que era o caminho mais curto, percebeu que os aliados precisariam de um grande porto, e este ficava em Cherburgo na Normandia.

 

A solenidade da data foi realizada pelo 35º Batalhão de Infantaria, na Associação dos Ex-Combatentes, Salvador-BA

   

Em Salvador BA, 06 de junho 2013

O ex-combatente e hoje presidente da Associação dos Ex-Combatentes, Antônio Moreira Ferreira, conta o que ficou de recordação da guerra. “Eu servi na Marinha de Guerra e o momento que eu mais recordo foi quando meu navio foi torpedeado e eu passei a noite embaixo d’água. Isso me deixou uma lembrança inapagável, pela incerteza de saber se iria sair vivo”.

 

Os meios de comunicações não reverenciam o os Heróis Brasileiros

“É bom lembrar que o Exército lutou 7 meses e a Marinha e Força Aérea 3 anos e 8 meses. É uma alegria saber que pelo menos as Forças Armadas ainda se lembram de comemorar este dia, porque da participação brasileira na 1ª Guerra Mundial ninguém se lembra. Brasil participou da 1ª, da qual saímos vitoriosos, e ninguém sabe”, lamenta o presidente.

Edit./J.Coutinho

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(Edit./J.Coutinho)

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