Forças Armadas Justiça — 29 março 2013

As aeronaves serão usadas para fornecer apoio aéreo, reconhecimento e capacidade de treinamento aos militares do Afeganistão…

A Embraer já havia vencido outra concorrência, para a mesma compra, em dezembro de 2011, mas o governo americano decidiu cancelar o processo após questionamento do concorrente compratiota

Junto com a parceira americana Sierra Nevada Corporation, a Embraer inaugura a 1ª fábrica na cidade de Melbourne, na Flórida e toca a fabricação de 20 aviões Super Tucano que serão usados no Afeganistão.

Atualmente, a Beechcraft conta com 5.400 funcionários, sendo 3.300 na sua sede, em Wichita, no estado do Kansas. Seu maior objetivo seria o de tirar a Embraer dos céus Pentágono; mas, por enquanto, a única coisa que a Beechcraft é espernear.  

” Embraer x Beechcraft “

 O contrato de 428 milhões de dólares foi o primeiro fechado pela Embraer com a Defesa dos Estados Unidos. O acordo, porém, colocou a empresa brasileira na linha de tiro da americana Beechcraft. Desde dezembro de 2011, quando o negócio foi anunciado pelo Pentágono, a Beechcraft tenta abater a Embraer.

O motivo, claro, não deixa de remeter ao seu interesse no fornecimento de aviões. Depois de entrar na Justiça, a fabricante de aeronaves conseguiu inicialmente suspender a concorrência e depois anulá-la por completo, ainda no começo de 2012.

No fim do mês passado, a Embraer venceu a segunda licitação para a produção dos aviões. E a Beechcraft não tardou em chiar novamente. Após entrar na Corte de Reivindicações Federais americana, a companhia decidiu processar a Força Aérea dos Estados Unidos nesta semana.

Contrato a peso de ouro:

Com validade até 2019, o contrato firmado com a Defesa americana inclui treinamento e manutenção, além da entrega das aeronaves. Por isso, seu valor pode chegar a até 950 milhões de dólares. Para o Brasil, o negócio não deixa de representar uma abertura de portas com os Estados Unidos, reconhecido pelo contínuo – e vultoso – investimento militar. Hoje, o Super Tucano está em operação em nove forças da América Latina, África e Ásia.

Para a americana Beechcraft, a conquista da licitação funcionaria como uma verdadeira injeção de ânimos depois da empresa se reerguer de um pedido de proteção contra a falência. Fundada em 1932, a companhia saiu, em fevereiro, de um processo de concordata que durou quase um ano. Durante esse tempo, a Beechcraft demitiu mais de 1.000 funcionários e decidiu abandonar a produção de jatos executivos, enquanto colocava em prática um plano de reestruturação da sua dívida, que caiu de 2,5 bilhões de dólares para atuais 225 milhões de dólares.

Como resultado, o controle da Beechcraft acabou mudando de mãos. A firma canadense Onex Partners e o braço de private equity do Goldman Sachs, antigos acionistas majoritários, terminaram com uma pequena fatia do negócio. Em seu lugar, entraram uma série de credores que trocaram um pedaço da dívida da companhia por participações acionárias. Juntas, empresas como a Angelo, Gordon & Co., Capital Research & Management, Sankaty Advisors e Centerbridge Partners detém hoje cerca de 90% da empresa.

Nota: Os negócios da Embraer com o Pentágono, mostra que o Brasil  pode optar para os Caças dos EUA e esquecer de uma vez os aviões Caças Rafales franceses.

link relacionado:

Aviões Super Tucanos da Embraer Fazem sucesso no exterior.

(Noticiário Nacional, por Guilherme Poggio) 

Edit./J.coutinho

 

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