Gastronomia M. ambiente — 17 março 2013

Alimentos para o mundo alimentos para a China.

( Por/Yi Chan)

Chinesa engole cobra literalmente; a cobra está viva, mas ela não devolve; só no outro dia depois da digestão.

Com o crescimento desenfreado da população mundial, os países produtores de alimentos devem  se preocupar em fazer  uma grande  mudança na maneira de utilizar as áreas cultiváveis com um melhor aproveitamento do solo para  fazer frente a tamanha procura por alimentos. O mundo precisa de comida, somente a China e a Índia juntas tem cerca de 36% da população mundial,  e na maioria dos estados da Índia não se come carne de vaca; mas na China, há um ditado que diz que se pode comer tudo que voa e não é avião; tudo que está na água e não é navio e tudo que se move e não é carro .

 A China sempre teve um componente político explosivo quando o problema é alimentação.  

Com o aumento do poder aquisitivo da população nos últimos 20 anos, ocorreram mudanças importantes no padrão e na quantidade de consumo de alimentos.           Segundo a instituição nacional de estatísticas do governo chinês, o consumo urbano per capita de grãos, que era de 130 quilos em 1990, caiu para apenas 78 quilos em 2009. Em contrapartida, no mesmo período o consumo de frango deu um salto de 3,4 para 9,7 quilos e o de leite, de 4,6 para 26,4 quilos. Já o consumo de carnes de porco, ovelha e bovinos se manteve em 18,5 quilos per capita. Ao mesmo tempo em que passaram a comer mais proteínas vegetais e animais, os chineses foram reduzindo sua área agrícola. Perderam terras cultivadas para ocupações urbanas e romperam a “linha vermelha” de segurança da área agricultável, de 125 milhões de hectares – em breve, estarão com menos de 100 milhões de hectares, quantia irrisória , que à muito insuficiente .

Os chineses gostam de comer, apesar das grandes transformações na sociedade chinesa nas últimas décadas, eles continuam valorizando um bom prato.  Em se falando  de comida, os chineses são insaciáveis. Foram muitas décadas de fome e sofrimento durante a “Revolução Cultural”, também e por esse motivo, comer é uma atividade super valorizada; não faz muito tempo em que pessoas trocavam um  bom dia, ou mesmo um olá;  (Ni Hao = 你 好) simplesmente com um cumprimento informal e muito mais gostoso, você já comeu ?  ( Nǐ chī le ma ?  = 你 吃 了 吗  ? ) a resposta deve ser  positiva, comi ( Chī le  =  吃了) e quem faz a pegunta, fica feliz, assim, a conversa fica mais agradável. Eles também são bons cozinheiros, sua culinária vai muito além do famoso frango xadrez e do arroz chop suey, lá  existem uma das maiores variedades de pratos do mundo, suas 55 etnias, além dos antigos hans, yuan, ming,  mongóis, tibetanos, muçulmanos e alguma influência indiana enriqueceu o cardápio que serve a todos os paladares.

 

Edit./Yi Chan

Inundacao do rio amarelo

 

Com uma população beirando 1.400.000 de almas  que é cerca de 20% da população mundial, só há 6% de água doce global;  novas terras para o cultivo já não existem a muto tempo,  em 3/4 das cidades há racionamento de água, sendo que em cerca de 100 cidades o problema é extremamente grave. Os chineses estão num dilema terrível, quem come primeiro quem bebe primeiro? Digo isso porque não há na China nem água potável nem tampouco comida par tantas bocas, a euforia com a alimentação na China, se dá de duas maneiras, os ricos festejam tudo com muita comida, e os pobres quando comem fazem festas; vamos ver como eles resolverão essa situação.

Os rios estão morrendo; a cada dia a poluição  é mais intensa,  não é difícil ver corpos boiando nas ” águas ”  do ( 黄 河  Huang-He ) rio amarelo, os camponeses se mudando para os grandes centros a busca de emprego ( dinheiro e comida ); são por volta de 150 milhões de camponeses que vagam pelas cidades, pai de família  e a maioria de jovens solteiros, levando com sigo apenas uma mochila ou um saco com suas bugigangas, sem rumo procuram um cantinho para se encostar quando a noite cai; e quando encontra algo para fazer (não existe INSS na China 80% dos camponeses e 50 dos moradores das cidades não tem nenhuma forma de segura-saúde) o  agora operário já começa na labuta para guardar alguns trocados, nem sempre o suficientes para pagar as viagens  para visitar suas famílias, e quem sabe,  poder retornar com elas para a cidade grande e vislumbrar o progresso.

 

Yi Chan

Edit./ Yi Chan


Yi Chan

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